“O que realmente importa?” – Essa pergunta que ainda adormecia em vários setores da nossa sociedade, mas que vinha ganhando força ao longo dos últimos anos, foi o tema de nosso 20º Fórum de Líderes 2020, realizado nas manhãs dos dias 22 e 23 de outubro, ao vivo e online, com a participação de mais de 200 clientes, colegas e amigos.

Veja abaixo um dos principais pontos apresentados em cada apresentação do Fórum. O conteúdo das palestras será disponibilizado posteriormente. Os participantes do Fórum receberão as palestras e demais conteúdos apresentados em primeira mão. Em seguida, disponibilizaremos publicamente, em nossas redes sociais. Caso tenha interesse em receber o material do Fórum, preencha o formulário ao lado.

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Dia 1 – 22/10 | O que realmente importa?

Painel com Líderes: O que realmente importa? Quais os desafios do futuro (liderança e organização)?

Carolina Moggi e Marcos Thiele receberam Maitê Leite, CEO do Deutsche Bank Brasil, Alexandre França, CEO da Aspen Pharma Brasil, e Bruno Garfinkel, Presidente do Conselho de Administração da Porto Seguro S.A. para compartilharem suas experiências como líderes ao longo deste ano tão turbulento, e trocarem ideias sobre o que é mais relevante para podermos encontrar uma trilha de desenvolvimento e crescimento para os próximos anos. Nesse contexto, discutiram as seguintes questões, após uma introdução pessoal:

  1. 1. Em janeiro de 2020, 8 meses atrás, esta conversa seria muito diferente.
    Neste contexto de mudanças, um olhar de soslaio para o futuro próximo traz que tipo de reflexão sobre o que realmente importa para você?
  2. 2. No seu ponto de vista as empresas têm um papel que que ultrapassa a esfera econômica? Qual a natureza deste papel? Quem deve impulsioná-lo: os acionistas? a alta liderança? Os colaboradores? Qual o olhar para os clientes?
  3. 3. Temos visto muitas discussões sobre a questão do trabalho remoto, uma delas diz respeito à liberdade de escolha dos funcionários para ficar em casa (se possível) ou não. A premissa deste argumento tem relação com a liberdade e responsabilidade. Os limites entre individual e o coletivo parecem ter ganho nova relevância nestes meses. Como você imagina que possa construir uma cultura organizacional que lide com este desafio de maneira coerente?
  4. 4. O que você tem feito pessoalmente para conseguir atravessar bem este período? O que de melhor pode acontecer no futuro próximo?

A seguir, alguns comentários dos convidados referentes às perguntas acima:

Maitê Leite: O que realmente importa? É um desafio, pois sou pessoa, CEO Brasil e subordinada a uma matriz. São papeis diferentes que precisam convergir em o que realmente importa como seres humanos.

O que de fato estamos contribuindo para o mundo, para sociedade? Como executivos temos uma plataforma de negócios que precisa pensar nisso.

O papel do setor privado precisa ir além, principalmente no contexto brasileiro. Isso exige uma atuação expandida na sociedade.

Para a volta ao escritório, criamos um ambiente de liberdade, quem quiser voltar, volta. Quer ficar em casa, fica.  Na medida que as pessoas começaram a interagir, voltaram os sentimentos de como é bom conversar, me sinto pertencente. Semana passada tivemos 30% de presença no escritório, as conversas virtuais são mais pobres. Cada lugar terá que encontrar como funciona.

É importante resgatarmos o lúdico, o afetivo e o espiritual para se preparar. Caminhar em ambiente amplo, me sentir pequeno diante do universo, observar as folhas, sentir o sol e o vento, estreitar as relações. Essas coisas me sustentam para avançar nas tarefas do dia a dia.

Alexandre França: Na Aspen, quando contratamos uma pessoa, assumindo que cada família tem 4 pessoas, entendemos que influenciamos 4 para o bem ou para o mal, tudo que se faz na empresa impacta na forma como o colaborador atua na família.

Aprendi a cuidar do corpo e da mente, passei a aproveitar a minha casa, os pequenos prazeres, descobri coisas na minha casa que não sabia que existiam. Otimismo, aprender a aproveitar os pequenos momentos e multiplicar o pensamento positivo.

Bruno Garfinkel: Quando falamos de propósito da empresa, falamos de propósito da família. Quando isso não acontece, torna-se necessário vender o negócio.

A Porto é a única seguradora que montou uma recicladora de veículos.

A decisão de entrar no movimento “não demita” durou 5 minutos, isso acontece pelo alinhamento do conselho com o CEO.

Criamos uma tecnologia social com o programa “Meu porto seguro”, são mais de 10 mil vagas de trabalho temporário e educação. Vamos tirar 10% do lucro para investir em um ambiente de futuro. Tivemos 700 mil inscritos em 30 dias.

Se você tiver mais feliz eu mais preparado, como você vai utilizar seu tempo? Pensamento positivo, ser otimista, estar aberto para o que vier de bom, mesmo vendo o que está acontecendo (a realidade) … é quase meditação sem fechar o olho. Aproveitar o melhor de cada momento, o melhor que cada momento pode oferecer.

Palestra Interativa: Trimembração Social, com convidado internacional, Gerald Häfner.

Gerald Häfner foi membro do parlamento alemão por 10 anos e também do parlamento europeu. É reconhecido pelo seu trabalho em prol da democracia, direitos humanos e liberdade. Häfner é o líder da seção de Ciências Sociais do Gotheanum, na Suíça, cujo trabalho é incentivar a reflexão e construção de novas estruturas sociais que possam responder aos desafios contemporâneos.

A seguir, alguns pontos de destaque da palestra.

Vivemos crises sobrepostas umas às outras ao longo do tempo. Há razões profundas para essas crises. São consequências de nossos pensamentos, ações e comportamentos.

Em algum momento de nossa história, a humanidade deixou o paraíso, a unidade, para viver a individualidade. Nos tornamos exploradores, nos últimos anos usamos mais energia do que toda a história da humanidade até então.

A pergunta é: depois de termos saído dessa unidade, depois de atuarmos com a liberdade individual, será que podemos pegar essa liberdade e trazer em forma de fraternidade?

Uma forma de olharmos para nós mesmos é olhar o outro. Uma mudança de consciência.

Se olharmos para a sociedade, tudo o que vemos é material, o planeta terra é um organismo e tudo está conectado. O ar que respiramos é o mesmo que as plantas usam.

Se cortarmos uma planta em fatias e colocá-la no microscópio, o que veremos são processos químicos e físicos, mas não conseguimos enxergar a força que ela tem. Os animais não são só um organismo vivo, eles possuem emoções.

O ser humano tem corpo físico, emoções e o cérebro que permite que compreendamos a nossa maneira de ser e de entender a nossa responsabilidade como um todo.

São as regras que formam a sociedade e guiam nossa vida, trabalho e comportamentos. Vivemos com regras que vem do passado e que não se encaixam nos desafios atuais. A política e a economia estão baseadas em conceitos que foram formados no passado.

Quando um padeiro assa um pão, ele faz para as outras pessoas. Ele não consegue comer todo o pão que faz. Fazemos as coisas para os outros e os outros fazem as coisas para nós.

Uns dizem: liberdade acima de tudo. Outros: social acima de tudo. Esse confronto de ideologias é um desafio para humanidade. Não precisamos escolher a liberdade ou a fraternidade, não são forças opostas. Elas necessitam uma da outra.

Não há liberdade se eu vivo sob um governo que impede minha expressão.

Não há fraternidade se eu sou milionário e meu vizinho passa fome.

Liberdade, igualdade e fraternidade se pertencem. Precisamos entendê-las para colocá-las em prática.

Exemplo: uma empresa pode ter uma estrutura que proporciona muita liberdade para os empregados, trazendo criatividade, inovação, autonomia.

Uma empresa pode usar a fraternidade para olhar os recursos. Entendendo que estamos ligados a um organismo social que é o mundo inteiro. Tudo que fazemos gera consequência nos outros.  Se incluir o resultado de suas ações no cálculo de resultados verá que o resultado poderá ser negativo. Podemos aprender a incluir o mundo em nossas ações?

Mudar os critérios dos investimentos, incluir uma nova fórmula de cálculo? Estamos pagando o suficiente? O preço é justo?

É uma tentativa de ampliar a consciência e de atuar nos negócios.

Temos a tendência de olhar para tudo como um objeto. Por exemplo, o solo não é um produto que alguém criou, não podemos vê-lo como um produto da mesma forma que vemos um objeto.

A fraternidade exigirá que incluamos as pessoas no cálculo dos resultados das empresas.

Liderar será estar aberto ao que do mundo virá, pessoas que trabalham juntas de forma autônoma, o que chamo de autogestão.

Dia 2 – 23/10 | Trazendo o que realmente importa para dia-a-dia?

Palestra Diálogo: fio condutor com as organizações – possíveis caminhos práticos para a construção desse futuro.

Nosso sócio, Rodrigo Goecks fez uma palestra sobre como trazer o que realmente importa para a vida prática. Veja os destaques abaixo.

Vou trazer possíveis pontos de partida para apoiar a construção de caminhos práticos dentro dos ambientes organizacionais.

Pela primeira vez em toda a humanidade, o ser humano tem a capacidade de influenciar todo o planeta. Reinos minerais, vegetais, animal e nós próprios, seres humano. É fundamental uma nova forma de pensar, sentir e agir para que consigamos fazer do nosso planeta um lar melhor para se viver.

Depois das reflexões de ontem, a frase de Luther King me vem à mente:

“O que quer que afete a um diretamente, afeta a todos indiretamente. Eu nunca poderei ser o que eu devo ser até que você seja o que o deve ser. E você nunca poderá ser o que deve ser até que eu seja o que devo ser”
Martin Luther King

Esse novo nível de consciência que está emergindo, passa pelo entendimento de que somos uma grande teia. Que tudo e todos estamos interconectados. O Ego tem sido um grande direcionador das ações humanas. Agora, quando eu estou conversando com vocês, olho para a tela, paredes do escritório, o bloco e lápis ao lado. Quantas pessoas trabalharam para que isso acontecesse? Quantas pessoas estão envolvidas?

Como os girassóis, que constantemente estão em busca de luz, nós, seres humanos, estamos em um momento de busca, de procura de novos caminhos. Esse fenômeno está presente tanto no nível do indivíduo como no coletivo, seja nas empresas ou sociedade.

Como empresas, o nosso potencial de transformação é enorme: é nas empresas que passamos a maior parte do tempo trabalhando. Dos 100 maiores PIB’s do planeta, apenas 31 são países, 69 são empresas. É incrível ver como o nível de consciência das lideranças empresariais vêm evoluindo no entendimento do papel transformador que suas empresas possuem diante dos desafios contemporâneos.

Do que depende a qualidade da vida social?

Para que isso ocorra, Rudolf Steiner se alimentou do impulso da revolução francesa e trouxe os princípios da Liberdade, Igualdade e Fraternidade da seguinte forma: na vida cultural e espiritual deverá prevalecer o princípio da Liberdade; na vida política e jurídica, deverá prevalecer o princípio da igualdade; e na vida econômica, deverá prevalecer o princípio da fraternidade.

Por que vincular a liberdade à vida cultural e espiritual?

“As pessoas mobilizam ao máximo sua capacidade criativa e seu comprometimento quando são livres.”

Por que vincular a igualdade à vida jurídica e política?

“Quanto maior a igualdade entre as partes, maior a potencialização das realizações humanas.”

O que faz a fraternidade na vida econômica?

“Satisfação das necessidades, com a maximização do proveito de cada um, sem que o outro seja prejudicado.”

O que caracteriza a Vida Espiritual e Cultural quando há Liberdade?

“Eu sou livre para construir e expressar minhas ideias e opiniões.”

“Eu entendo que quanto mais diversidade de ideias e opiniões, mais rico será o debate.”

“Eu aceito e acolho o que é diferente de mim.”

O que caracteriza a Vida Econômica quando há Fraternidade?

“É nossa responsabilidade que todos os seres humanos vivam em condições humanas.”

“Somos parte de uma grande teia, precisamos nos fortalecer juntos.”

“O que produzimos existe genuinamente para satisfazer as necessidades humanas.”

O que caracteriza a Vida Jurídica e Política quando há Igualdade?

“As nossas relações são equânimes.”

Bem, as empresas são organismos sociais e foram criadas para expandir as capacidades humanas. Além disso, possuem um potencial transformador como nunca houve. Portanto: quais possibilidades se abrem quando levamos esses princípios para as organizações?

Recentemente a liberdade tem ganhado grande destaque, sendo tema de inúmeras reflexões organizacionais. A prática revela que somente colaboradores com liberdade para o pensar e se expressar, assim como autonomia para realizar, podem criar, inovar e gerar as mudanças. Isso significa participar ativamente, ter voz ativa, se perceber como parte atuante e se perceber em evolução.

O nível da identidade é o pensar de uma organização, onde reside a estratégia, o propósito, a biografia. Portanto, a liberdade como princípio no nível da identidade se traduz em uma cultura de livre pensar.

Qual o papel da Liberdade em uma Organização?

“Eu me sinto em desenvolvimento.”

“Eu tenho autonomia e responsabilidade.”

“Eu sou livre para construir e expressar minhas ideias e opiniões.”

“Eu entendo que quanto mais diversidade de ideias e opiniões, mais rico será o debate.”

A imagem que me vem é a de um jardim. Há uns meses atrás eu viajei e deixei aberto um toldo que se abre por parte do jardim da minha casa. Neste período as plantas que estavam embaixo do toldo não pegaram água. Quando cheguei, elas estavam fracas e algumas quase morrendo. As plantas precisam de água para viver. A liberdade é como a água que rega o jardim. Os seres humanos precisam de liberdade para expressar sua individualidade, de desenvolver e, consequentemente, desenvolver as organizações em que estão inseridos.

“Tudo o que é realmente grande e inspirador é criado pelo indivíduo que pode trabalhar em liberdade”
Albert Einstein

Qual o papel da Igualdade em uma organização?

“As necessidades das pessoas são importantes.”

“Somos o mais horizontal hierarquicamente que podemos ser.”

“Temos regras e acordos que consideram importantes todos os stakeholders nas nossas relações.”

“Há equivalência entre nós.”

Em alguns de nossos clientes, apoiamos a construção de um modelo decisório participativo e isso passa a ser incorporado na cultura da organização.

Aqui também podemos ter desequilíbrios se um princípio estiver em outro nível. Por exemplo: as chamadas TechCo’s, empresas de tecnologia e sem hierarquia, com muita liberdade, quando começam a crescer encontram um grande dilema: como crescer mantendo a liberdade? Será preciso criar algumas regras e acordos no nível das relações que não necessariamente irão engessar, mas garantir a liberdade no nível da identidade. A liberdade em demasia no nível das relações gera, portanto, um desequilíbrio.

Qual o papel da Fraternidade em uma organização?

O Bruno Garfinkel trouxe ontem alguns exemplos práticos de fraternidade no nível dos recursos: os acionistas esqueceram o orçamento e abraçaram o “movimento não demita” durante a pandemia. Criaram o programa Meu Porto Seguro, oferecendo 10 mil vagas de empregos. Outro exemplo, que ele não disse ontem, mas que saiu numa conversa anterior, é a manutenção de alguns produtos de previdência que não são rentáveis, mas que eles mantém no portfolio por acreditar que é importante para as pessoas.

“Nossas decisões contribuem para saúde do planeta e consideramos impactos no ecossistema.”

“Usamos de dados, algoritmos e inteligência artificial de forma responsável e ética.”

“Mensuramos nossos resultados analisando, além dos números, os impactos das nossas ações nos reinos mineral, vegetal, animal e humano.”

“Criamos e precificamos nossos produtos/serviços considerando as reais necessidades das pessoas”.

Há inúmeros impulsos que potencializam esse novo estágio de consciência: O ESG (ambiental, social e governança), Liga de Intraempreendedores, sociocracia, estratégias incorporadas de metas de sustentabilidade, capitalismo consciente. Sabemos que o futuro vai precisar de uma nova empresa, que na verdade não sabemos qual é! Essa nova empresa precisará ser construída e não há fórmulas secretas que vão trazer soluções mágicas. Cada empresa, se estiver em um processo consciente de evolução, terá chances de fazer parte disso. O que trazemos aqui é uma imagem para ajudar a integrar as iniciativas. Esses princípios podem ser um ponto de partida para a construção de um futuro dentro de uma nova consciência.

“Qual é a história que iremos construir para o nosso futuro?”

“Como seria uma comunidade moderna nascendo no mundo empresarial?”

Sessões Simultâneas – Reflexões e Encaminhamentos Práticos

Sessão 1: A gestão e o desenvolvimento de pessoas para a nova era

Magda Santana e Jaime Moggi apresentaram temas relacionados ao que realmente importa para desenvolver pessoas. Os pontos principais abordados foram:

A cultura da organização como pilar das ações de engajamento e sustentação do negócio. Precisaremos das atividades presenciais para que a cultura fique “viva”;

Experimentar o NÃO SEI, fazendo perguntas e construindo as respostas, mais do que dar as respostas. A colaboração e as comunidades serão uma importante rede de apoio ao desenvolvimento;

Flexibilidade: não teremos um único modelo de trabalho (presencial ou remoto), é mais provável um modelo híbrido. Teremos que pensar em modelos híbridos de desenvolvimento, a própria avaliação de desempenho deve ser um processo orgânico com conversas francas e acordos mútuos, mais do que um processo estruturado de etapas e prazos;

Neste novo cenário, as lideranças continuam sendo foco de ações de desenvolvimento como porta-vozes da cultura e como agentes de mudança (gestão remota, sustentar resultados, etc.).

O indivíduo como sujeito do seu processo de desenvolvimento e buscando novas competências: competência digital, autodesenvolvimento e autoconhecimento, capacidade relacional, negociação, intraempreendedorismo, comunicação e flexibilidade cognitiva (mudança de mindset).

Sessão 2: Organizações que transcendem no tempo – a ressignificação da cultura e estratégia

Guilherme Callegari e Luiz Antônio Chaves fizeram uma reflexão sobre a longevidade das organizações à luz da evolução de paradigmas estratégicos e da emergência de competências que impactam a gestão e o desenvolvimento da cultura. Num contexto de crescente conexão, incerteza, turbulência e complexidade, a capacidade de transcender no tempo passa a significar a aptidão de aprender e se adaptar, ou mesmo se reinventar, além de integrar perspectivas que consideram a geração de valor compartilhado.

Sessão 3: Liderança para o futuro que emerge – construindo o que realmente importa

Rosana Sun e Jair Moggi apresentaram uma visão do que realmente importa em termos de desenvolvimento de lideranças que possam contribuir para um futuro que quer emergir, a partir da visão trazida por Gerald Häfner na primeira manhã do Fórum. Os principais conteúdos e temas trazidos e conversados seguem abaixo.

A emergência da necessidade do equilíbrio dinâmico das forças arquetípicas de crescimento (quantitativo) com as forças de desenvolvimento (qualitativo) como novo paradigma do mundo econômico/empresarial para um futuro que desperta num contexto de desenvolvimento de lideranças identificadas com os processos planetários e civilizatórios que realmente importam;

A evolução da consciência humana dos primórdios míticos até agora, que tiveram como elemento propulsor as forças do egoísmo e suas consequências nas dimensões dos reinos mineral, vegetal, animal e humano;

As consequências materiais e existenciais trazidas pelo pensamento racional e lógico e os desafios para potencializá-lo e suplantá-lo num contexto de um futuro que quer emergir;

O “pensar do coração” e o altruísmo como forças do que realmente importa para o futuro em termos de lideranças diferenciadas;

O papel inexorável das instituições humanas ligadas ao mundo econômico (empresas), no contexto do desenvolvimento futuro, e as qualidades do “pensar do coração” que precisam ser desenvolvidas como alternativas sanadoras de lideranças que tenham como referência a consciência da necessidade do equilíbrio entre crescimento (matéria) e desenvolvimento (espírito);

As possibilidades de evolução da consciência humana para o futuro a partir do limiar histórico e existencial que a mudança de era sinalizada pelas crises planetárias simultâneas que estamos passando nas esferas econômicas, sociais, políticas, ambientais e sanitárias, estão impondo;

O altruísmo como força arquetípica que vem do futuro para ancorar o processo de desenvolvimento daqui para a frente, a partir de um novo pensar que equilibra crescimento e desenvolvimento e as qualidades de liderança necessárias para tanto;

Barreiras e desafios que dificultam a emergência do “pensar do coração” e por consequência do altruísmo no contexto de uma liderança que tenha foco no que realmente importa;

Panorama dos possíveis caminhos e estratégias para, como líderes, nos colarmos a caminho do equilíbrio entre egoísmo e altruísmo e da liberdade, igualdade e fraternidade no organismo social.

Plenário: Como criar uma comunidade de colaboração para o que realmente importa?

Kátia Plácido e Marcello Cavallieri Gomes trouxeram para o plenário a oportunidade para todos os participantes colocarem os aprendizados em prol de algo prático e colaborativo: participarem de comunidades modernas ou redes colaborativas.

Para isso todos os participantes foram convidados a refletir sobre os temas que mais os mobilizaram durante as duas manhãs do Fórum e, através de uma plataforma colaborativa, compartilhar os temas com todos. Foram mais de 80 temas diferentes. Com os temas nas telas, os participantes puderam, de forma livre, candidatar-se a temas de interesse para, futuramente e sob a facilitação inicial da ADIGO Desenvolvimento, participarem de comunidades temáticas com o objetivo de ampliar o impulso iniciado neste Fórum.

Na primeira semana de novembro a ADIGO Desenvolvimento irá, após organizar os temas que surgiram, convidar os interessados para juntos, criar as comunidades ou redes colaborativas.

No encerramento do Fórum, Jair Moggi, com o carisma de sempre, agradeceu todos os participantes, amigos, convidados e parceiros, e deixou explícita a satisfação da ADIGO Desenvolvimento em tê-los conosco num momento de inúmeras oportunidades para todos.

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