Cada ser humano é único, isso é fato. Essa diferenciação pode ser percebida pelo nosso corpo e também pelas nossas reações naturais e instintivas frente aos estímulos que recebemos do ambiente externo. Essas reações têm uma característica importante para se considerar: são pouco conscientes. E por isso, definem uma parte do que chamamos de comportamento. Essas reações fazem parte de nosso tempero individual, ou seja, de nosso temperamento. Quando são colocadas diferentes pessoas com variadas tipologias de temperamento juntas, o resultado pode ser surpreendente ou decepcionante, dependendo de quanto o líder saiba utilizar esse tema em favor dos resultados e do clima organizacional.

Com certeza você conhece alguém que, naturalmente, quando chega no ambiente contagia todos ao redor, ou aquele que se irrita por qualquer coisa, ou até mesmo uma pessoa que é mais quieta mas está sempre disposta a ajudar em qualquer situação. Esses são apenas alguns dos exemplos de manifestação instintiva dos temperamentos que você pode encontrar dentro de uma empresa. Conhecer qual é o seu temperamento e o dos outros é uma forma de avançar no autoconhecimento, ajuda a construir uma relação social mais saudável dentro do ambiente de trabalho e, através da empatia, facilita a sintonia e a comunicação entre líderes, liderados e pares.

O que é o temperamento?

O termo “temperamento” é derivado do latim “temperamentum”, que significa “uma mistura de proporções”.

O temperamento é algo que nasce conosco, se desenvolve mais intensamente dos 7 aos 14 anos e se mantém presente ao longo de nossa vida. Serve como base entendermos como é o nosso pensar, o sentir e o querer.

Cada ser humano é único, inclusive sua mistura de temperamentos, mas existem algumas características que podem ser parecidas com as de outras pessoas e, por este ser um tema extenso, muitas pesquisas foram feitas e também formas de classificar os tipos de temperamentos. Confira a seguir a classificação mais comum e utilizada na antroposofia.

Quais são os tipos de temperamento?

Hipócrates oferece a classificação de temperamentos em 4 tipos, cada um com as suas respectivas características.

Vale lembrar que não existe o melhor ou pior temperamento. Todos têm suas forças e também áreas de desenvolvimento. E também, por mais acentuado que seja um dos temperamentos em cada indivíduo, todos temos os quatro em cada um de nós.

Conhecer os temperamentos é essencial para todos. Confira quais são os tipos:

1 – Sanguíneo: caracterizado por ser uma pessoa extrovertida, otimista, alegre, amável e simpática. De modo geral é alguém bem instável emocionalmente, com tendência a ser explosiva.

2 – Colérico: pessoas com esse temperamento são impulsivas, determinadas, ambiciosas, com tendência a serem líderes por estarem apegados a comandar as situações.

3 – Fleumático: são dóceis, pacíficos e positivos, com tendência a evitar conflitos, e geralmente são confiáveis e equilibrados.

4 – Melancólico: pessoas com esse temperamento tendem a ser mais sensíveis quanto às suas emoções, são detalhistas e preferem ficar quietas no canto delas, sendo pessoas leais, dedicadas, mas desconfiadas de tudo e todos.

Como trabalhar cada temperamento dentro de uma organização?

O temperamento tanto dos colaboradores, quanto dos líderes, pode interferir diretamente na produtividade da empresa. Afinal, relações sociais podem se tornar complicadas quando colocamos diferentes pessoas em um mesmo ambiente, não é verdade?

Vamos dar um exemplo: se um líder possui um temperamento com características mais impacientes e dominadoras, a tensão no ambiente de trabalho estará sempre presente, o que pode fazer com que a empresa não evolua ou obtenha resultados satisfatórios.

Mas se esse ambiente tiver um líder que seja mais justo, agradável, a favor do diálogo e que esteja pronto para ouvir seus colaboradores e estar disposto a fazer mudanças em benefício deles e a si próprio, o clima no ambiente será mais tranquilo o que pode ser mais favorável aos resultados da organização.

Além do líder, podem acontecer situações entre os colaboradores, como divergências entre duas partes, atritos, discussões, e isso pode pesar o ambiente levando essas pessoas a se tornarem dispersas, desmotivadas, estressadas e individualistas dentro da organização.

Em qualquer das situações acima, seja com os líderes ou liderados, conhecer o temperamento predominante de cada indivíduo e até do grupo, permite liderar ou facilitar processos que evitem as reações naturais indesejáveis dos temperamentos de manifestarem. E isso contribuirá em muito para que o ambiente, processos e a interação entre as pessoas seja mais favorável aos padrões organizacionais desejados.

Caso você queira uma leitura complementar para continuar o assunto, confira nosso artigo Como lidar com os diversos temperamentos humanos, por Jaime Moggi.

E caso tenha interesse em aprofundar sobre este tema no contexto do desenvolvimento humano, a ADIGO trata dos temperamentos humanos nos seguintes cursos e formações:

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