Sem nos darmos conta e à imitação da natureza, pertencemos a ecossistemas, seja como indivíduos, como grupos ou organizações. E não a um único, mas sim múltiplos ecossistemas interligados. Cada ecossistema tem seu conjunto de partes interessadas presentes em alguma atividade que faça sentido para cumprir o propósito do mesmo. E para ilustrarmos esse foco que vem sendo intensificado na nova realidade emergente, daqui em diante apresentaremos um pouco do ecossistema ADIGO, o que pertencemos e ajudamos a criar, através de suas partes.

Gostaríamos de apresentar uma parceira que nos apoia em algumas atividades ligadas aos arquétipos de desenvolvimento humano: Carolina Steiner.

ADIGO: Carol, poderia falar um pouco sobre você?

Eu sou filha, irmã, esposa, mãe do Gael e do Téo, facilitadora e consultora de desenvolvimento humano e organizacional. Iniciei a minha carreira em RH e trabalhei em organizações multinacionais até chegar à liderança como HR Business Partner. Sou iniciadora do impulso eco, que se propõe a ser um negócio de impacto social, um movimento e uma rede de agentes de transformação, com o propósito de impulsionar a consciência ecossistêmica facilitando jornadas de transformação para pessoas, grupos, organizações e sociedades.


ADIGO: Carol, qual é sua conexão com a ADIGO?

Conheci a Adigo, a antroposofia e Rudolf Steiner em 2006 quando fui fazer a formação para Consultores e Líderes Facilitadores. Eu tinha 26 anos e foi um marco na minha biografia, encontrei respostas e muitos caminhos, reconhecendo em mim uma forte conexão espiritual com a antroposofia. Na sequência dessa formação fiz o Aprofundamento Espiritual para consultores, finalizado em 2008 em Florianópolis com a presença da Dra. Gudrun e do Daniel Burkhard. Desde então, venho trabalhando a partir de seus arquétipos desenhando e conduzindo jornadas de desenvolvimento e transformação. Nos últimos anos, mergulhei também na Teoria U, que sinto como uma extensão prática e sistematizada da antroposofia, sinto que Otto Sharmer deu continuidade ao lindo trabalho de Bernard Lievegoed que estruturou a antroposofia para o campo organizacional.

ADIGO: Especificamente sobre o Mapa Eco, poderia explicar o que é e como surgiu a ideia de sistematizar os principais arquétipos de desenvolvimento humano em uma mesma plataforma?

O mapa eco é uma plataforma online de mapeamentos sistêmicos realizados a partir da consciência. Hoje, a maioria dos mapeamentos disponíveis são baseados nos arquétipos de desenvolvimento da antroposofia, mas a intenção é seguir desenvolvendo outros mapeamentos com base em outros conceitos e metodologias integrais e sistêmicos, que podem compor perfeitamente com a visão de mundo da antroposofia. Os mapeamentos podem ser realizados individualmente por pessoas físicas, onde são gerados relatórios que visam contribuir com o caminho de autoconhecimento e autodesenvolvimento, e também por grupos de pessoas e organizações, gerando relatórios gerenciais/consolidados. Os relatórios são verdadeiros diagnósticos que servem para visualizar as principais brechas/oportunidades para o desenvolvimento individual e coletiva, e são convites para a estruturação de planos de transformação pessoais e organizacionais.

O mapa eco nasceu de uma intuição, em outubro de 2017. Lembro bem que eu estava amamentando o meu filho e não estava pensando em trabalho, mas veio como um flash. Era um momento inspirativo em que eu gestava intuitivamente a estruturação de tudo o que eu poderia oferecer ao mundo a partir das minhas vivências e estudos ao longo da vida. O mapa eco nasceu da pergunta: como conectar propósitos individuais a propósitos coletivos para que isso seja uma chave para a saúde integral, bem-estar, felicidade, autorrealização, geração de resultados e ampliação de consciência individual e coletiva?

ADIGO: Quais as principais aplicações do Mapa Eco? E quais dessas aplicações são feitas em conjunto com a ADIGO?

O mapa eco, até o momento, possui 7 mapeamentos – e há outros em desenvolvimento, como o dos 12 sentidos e 12 virtudes, além de mapeamentos focados em níveis de consciência para pessoas e organizações.

Dentre os mapeamentos já existentes e em utilização, estão:

  • Mapeamento da Pessoa inspirado na quadrimembração, onde o indivíduo é convidado a olhar para si de forma holística, a partir de um inventário de questões que exploram 4 dimensões: físico-material, energético-vital, psicossocial e essencial. Só o fato de a pessoa abrir a mente e o coração para refletir sobre essas questões já é um processo de ampliação de consciência que visa colocar luz em aspectos eventualmente adormecidos.
  • Mapeamento da Organização inspirado na quadrimembração, onde a pessoa olha para a organização (ou para o sistema) à qual pertence com base nos 4 níveis: recursos, processos, relações e identidade. Depois, a ideia é que a pessoa trace um plano de transformação organizacional a partir dos papéis que ela energiza na organização, sendo um agente ativo e consciente no desenvolvimento coletivo.
  • Mapeamento da Conexão entre Pessoa e Organização: onde a pessoa olha para como ela se conecta à organização a partir das 4 pontes existenciais: segurança, dedicação, motivação e identificação (que gosto de chamar também de ressonãncia). Aqui a intenção é, em conjunto com os mapeamentos anteriores da pessoa e da organização, criar condições para o aprofundamento da conexão e, com isso, para o aumento do impacto positivo no Todo a partir da conexão da essência individual com a essência coletiva.
  • Mapeamento de Temperamentos: para contribuir com o autoconhecimento e com o acolhimento da diversidade grupal, com a clareza dos tipos de reações instintivas.
  • Mapeamento das Atitudes Anímicas: para contribuir com a clareza dos comportamentos mais desenvolvidos neste momento em cada pessoa e quais os prioritários a serem desenvolvidos nos diferentes papéis organizacionais, visando uma composição consciente de todas as atitudes no todo organizacional a partir do desenvolvimento individual.
  • Mapeamento das Forças Zodiacais: para contribuir com as possibilidades de explorar os 12 pontos de vista de forma objetiva e consciente em prol do desenvolvimento individual e coletivo.
  • Mapeamento de Traços Culturais: um mapeamento baseado nos 3 pilares do Reinventando as Organizações de Frederic Laloux (integralidade, propósito evolutivo e autogestão), que combinam muito bem com a visão de mundo da antroposofia.

ADIGO: Quais os benefícios para as pessoas e para a organização ter o Mapa Eco como parte de seu desenvolvimento e crescimento?

Vejo o mapa eco como um importante instrumento de diagnóstico que visa ampliar a consciência para permitir maior profundidade na exploração de caminhos de desenvolvimento e transformação pessoal e organizacional.

 

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